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A Fantasia da Nissei!
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A Fantasia da Nissei! - lido 594 vezes
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Por: Pinduca fernandes.
Setembro de 2009. Outra vez lá vou eu sair em mais uma viagem. Desta vez com destino a Contagem. Eram atletas do handebol feminino de nossa cidade (Sul de Minas) que iriam nos representar no campeonato intermunicipal. Só que eu ia perder minha folga. A saída estava marcada para 3ª feira as 14:00 horas. Sem direito a reclamar, palavras do meu chefe, de mala feita e uniformizado, encostei o ônibus no ginásio esportivo para embarcar os atletas. Eram 12 jogadoras, uma dirigente e mais 4 pessoas da comissão técnica. Entre elas, uma descendente de japoneses. Acomodei as bagagens delas no bagageiro, juntos com os colchões, dei o embarque e iniciei a viagem. Entrei na BR 381, Rodovia Fernão Dias e dirigi durante 02:30 horas. A japonesa veio até a cabine, perguntando se tinha um local para fazer parada. Disse que conhecia um e ela, educadamente me pediu para parar nele que elas iam fazer um lanche, agradeceu e sorriu com elegância. Parei no Rodoporto de Perdões por 20 minutos e antes de reiniciar a viagem, ela pediu para não sair com o ônibus, pois ia conferir se todos estavam presentes. Confirmou com um “pode ir” e de novo, sorriu. A japonesa parecia estar no comando. Chegamos em Contagem às 19:30 horas e fomos para a Secretaria de Esporte da cidade. De lá, uma guia nos levou até a escola onde ficamos alojados. Com 2 andares, 4 banheiros, sendo 2 masculinos e 2 femininos, grandes salas, pois haviam outras delegações. Nossas atletas ficaram em uma sala no térreo. Desta vez não precisei dormir no bagageiro, pois tinha uma saleta da diretoria reservada para mim no 2º andar. Desembarquei as bagagens delas, que seguiram para a sala que estavam destinadas. Subi com minha mala, arrumei minha cama, coloquei 2 cadeiras para colocar o uniforme e objetos de uso pessoal. A saleta era pequena, mas tinha televisão e media 3X3 metros. Mas eu ficaria sozinho, bem melhor que dividir aposento com outros motoristas. As refeições seriam feitas no refeitório da escola. Só sairia com o ônibus para levar as atletas para jogar. Nos lavamos, jantamos e elas foram descansar. Eu subi para a saleta e deitei-me para descansar também, onde acabei dormindo. Na 4ª feira, tomamos café e eu coloquei uma camisa de malha, calça jeans e tênis, pois a empresa libera o uniforme para os motoristas fazerem translados a paisana. Nosso 1º jogo era as 09:30 horas da manhã. Chegamos no ginásio da cidade e fomos para a arquibancada assistir o jogo inicial, pois nossas atletas jogariam com um dos times que estavam jogando no dia seguinte. Fiquei para ver nossas meninas e elas ganharam com um placar bem apertado. Na volta, a japonesa veio na cabine comentando sobre a dificuldade do jogo, mas que o mais importante foi a vitória. E me perguntou de gostei de ver o jogo. Respondi que sim, mesmo sentindo que poderíamos perder o jogo no final, por culpa de uma das atletas, que deu um passe errado que resultou no ponto das adversárias, mas graças a duas jogadas de inteligência, elas viraram o placar. Chegamos no alojamento, elas desceram e antes de descer, a japonesa perguntou meu nome.
-Pinduca, mas pode me chamar de Duca!
-Muito prazer, eu sou Judye!
Apertamos nossas mãos e ela deu um sorriso que me encantou. Perguntei se ela era a líder do grupo. Ela disse que não, mas ajuda na organização. Fomos almoçar e Judye sentou comigo. Explicou que não tinha mais jogo naquele dia, ela me perguntou se eu podia leva-las para conhecer o centro de Belo Horizonte depois do almoço. Respondi que seria um prazer. Todas embarcaram e Judye ficou de guia, na cabine, me perguntava que lugar estavam e ia para o salão do ônibus dar a informação. Eu as levei até o centro, na Praça 7, passei na Rodoviária, entrei na Av. Antonio Carlos e fomos até o Mineirão, depois até o Aeroporto. Em seguida, cheguei na Lagoa da Pampulha. Foi neste lugar que elas se maravilharam com a beleza do lugar. Tiraram fotos, filmaram tudo que podiam. A dirigente me perguntou se eu era da capital, tamanho o meu conhecimento em andar dentro de BH. Disse que não, apenas já estivera aqui em diversas vezes com viagens de turismo. Voltamos para Contagem ao cair da noite. Após a janta, elas queriam ir ao centro para tomar sorvetes. Assim fiz. E na sorveteria eu ganhei diversos sorrisos de Judye. Não queria corresponder para não compromete-la. Procurava fazer meu serviço e sempre sério. Na volta, ela deixou todos descerem. Levantou-se e como eu estava em pé na porta da cabine, ela veio ao meu encontro. Jogou os cabelos para trás com um gesto de cabeça, me olhou por um bom tempo e falou:
-Obrigada pelo passeio. Elas adoraram e eu mais ainda!
-Pode contar comigo quando quiser! Estou aí para isso!
-Você é muito gentil! Além de elegante, o que me impressiona. Mas quero saber por que você sempre fica muito sério. É impressão minha ou é orgulho?
-Não, doçura, você está confundindo orgulho com discrição! A vida me ensinou a ser discreto!
-Ah, bom! Pensei que fosse orgulho de sua parte, o que eu não gostaria!
Estendeu a mão, apertou a minha suavemente e foi descendo me puxando. Fui junto até o degrau de baixo e parei. Nos olhamos longamente. Eu sério e ela sorridente. Ela me deu boa noite e jogou um beijinho. Acompanhei seu andar. Sorriso este que me contagiou. Jantei, vi um pouco de televisão e deitei. Na 5ª feira o jogo era as 15:00 horas. Todos almoçamos e elas de uniforme embarcaram para fazer o 2º jogo da tabela. Desta vez foi mais fácil. Ganharam de 14 a 09. Voltamos a escola e tomamos banho. A janta foi servida as 19:00 horas em ponto. Resolvi ir na padaria da esquina e caminhava tranqüilo. Escutei alguém me chamar. Virei-me e vi Judye. Ela chegou perto e perguntou onde eu estava indo. Disse que ia na padaria tomar um suco de laranja.
-Se você não ser ofender, eu te convido a vir comigo. Aceita?
-Não vou te incomodar?
-Você não me incomoda nunca. Sua companhia é um prazer!
Chegamos, sentamos nos banquinhos e pedimos. Eu, um suco, ela, uma Coca Cola Zero. Discretamente, comecei a notar sua imagem. Ela trajava um conjunto de malha verde selva bem justo, que deixava aparecer suas formas. Era magra, altura mediana, cabelos ondulados, seios pequenos, barriga reta e pernas compridas. Mas sua companhia era muito agradável. Falamos de esportes, viagens, de ficar fora de casa vários dias. Disse que era noiva, mas ele era viajante e ficava a semana toda fora. Fez perguntas sobre minha família. Se eu era feliz no que fazia. Disse que sim. Ela estava muito contente por ter conseguido esta vaga na comissão técnica do handebol e quando viajavam, ela fazia todo o esquema. Gostava desta tarefa. O ruim era ficar dias fora de casa. Olhou para mim, sorriu e disse:
-Fico muito contente que você é nosso motorista hoje. O outro que veio no inicio do ano era mal humorado. Não gostava de levar a gente para conhecer a cidade que ficamos. Resumo, não saímos do alojamento para nada, a não ser para jogar. Mesmo por que o ginásio lá ficava a 3 quarteirões da escola! Ninguém gostou dele!
-Eu faço o gosto do cliente. Procuro ser amável com meus passageiros. Com isso, ganho a simpatia de todos! Dirigentes, comissão técnica e atletas em geral!
Ela pôs a mão em meu braço e disse:
-Já ganhou a minha simpatia. Desde a nossa saída, aliás, as meninas também disseram que você é muito legal! E você caiu nas graças delas depois do passeio em B. Horizonte! Elas adoraram!
Acabei de tomar meu suco, mas ela não acabara ainda sua Coca Cola. Fui ao caixa pagar a despesa enquanto ela terminava. Na saída, ela me deu o braço e caminhamos como se fossemos namorados. Ela me olhou bem de perto e falou:
-Ainda não conheço seu sorriso! Gostaria de ganhar pelo menos um!
-Eu não tenho o sorriso bonito como o seu. Mas eu vou guardar um só para você!
Eu não esperava encontrar ninguém do nosso grupo, senão no dia seguinte poderia haver um comentário maldoso. Ainda bem que isso não aconteceu. Chegamos perto da escola, nos separamos e cada um seguiu para seu alojamento. Dormi cedo, pois no dia seguinte, 6ª feira, eram duas saídas, uma para ver a adversárias jogarem de manhã e outra para elas jogarem a tarde. Tomamos o café e saímos. Chegamos em outra quadra, estacionei o ônibus e entramos. Sentados na arquibancada, assistimos o jogo de nossas prováveis oponentes. Judye sentou ao meu lado, junto com a técnica e me explicou que quem ganhasse este jogo, jogaria contra as nossas meninas. E baixinho, me cobrou um sorriso. Disse que ainda não tinha o melhor para dar. Mas que ela esperasse, pois eu estava disposto a lhe dar um bem bonito. Apertou minha mão com força. Levantou, e com a técnica, juntou as meninas e fez uma análise do jogo. Quando este terminou, fomos almoçar. Dentro do ônibus, ela me falou que já sabia o que fazer para ganhar o jogo de sábado, mas antes teriam que ganhar o de hoje. A tarde, sai com o grupo para o 3º jogo. Ganharam de novo. Elas estavam nas quartas de final. Judye me sorriu pela vitória e desta vez eu respondi com um sorriso de orelha a orelha. Todos estavam contentes. Na volta, ela comentou que agora conhecera meu sorriso, mesmo eu estando sério.
-Para você, eu sempre terei um sorriso!
Ela comentou maliciosamente:
-Só o sorriso e nada mais?
-O resto virá naturalmente, desde que você saiba esperar!
Seu olhar encontrou o meu, mesmo estando dirigindo. Falou com voz baixa:
-Vou saber esperar, tenha certeza disto!
Todas desceram. Cantando, faziam uma festa só. Depois de tomarem banho, inclusive eu, fomos jantar. E elas queriam passear no centro de Contagem. Eu as levei. Muito movimento, mas consegui uma vaga para o ônibus, próximo a uma sorveteria, que estava cheia. O funcionário então juntou umas mesas e sentamos todos lado a lado. Depois de servidos, a técnica levantou, fez um elogio a garra delas, ergueu o seu sorvete e fez um brinde a vitória desta tarde. Todas acompanharam. Eu também. De volta ao alojamento, cantavam e batucavam no salão do ônibus. Comentei com Judye que elas estavam muitos eufóricas e isso poderia estragar a concentração para o jogo de amanhã. A japa me prometeu que ia conversar com elas no alojamento sobre isso. Entrei na saleta disposto a ver tv. Tirei a roupa e fiquei só de cueca. Liguei o aparelho e passava o seriado CSI. Eu resolvi assistir. Uma batida na porta e fui atender. Era Judye. Pedi que entrasse. Veio me informar que tinha falado com as meninas para conterem a euforia. Deu uma olhada em meu corpo de cima até embaixo. Eu esquecera que estava só de cueca. Notei o seu interesse, pois sorriu.
-As meninas tem razão. Você é ...
#2538
Comentários - 08-02-2010 - 06:43 PM
por
Pinduca Fernandes - Diversos -
Confirmo, É EXCITANTE (7) -

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NISEI VC E MUITO GOSTOSA#1 - 11-02-2010 - 02:23 AM
por
PEDRO
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NISSEI#2 - 11-02-2010 - 02:21 AM
por
PEDRO
- reportar abuso
[ Página de comentários : 1]
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